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Rondônia: PMs acusados de participação de tráfico internacional de drogas são expulsos



O Comando Geral da Polícia Militar de Rondônia julgou procedente o Processo Administrativo Disciplinar contra dois policiais da corporação e aplicou a pena de expulsão ao bem da disciplina dos militares Maurício Inácio dos Anjos (3º sargento) e do soldado Erlos Rodrigo da Silva Rego.



Os dois foram presos durante a operação Hevea (nome científico da Seringueira), dia 22 de março de 2009, no município de Seringueiras, pela Polícia Federal em conjunto com a Polícia Militar. Na operação foram presos, além dos policiais, Os presos são: Ari Inácio dos Anjos, vulgo Arizão, e Gabriel Alves de Lima.



As prisões foram expedidas pelo juízo federal da Subseção Judiciária em Ji-Paraná, através de representação da Polícia Federal, e durante a operação foi apreendido 70 Kg de cocaína. Os militares ficaram presos durante boa parte da instrução processual no Centro de Correição da Polícia Militar, em Porto Velho.



Segundo a Polícia Federal, Ari Inácio dos Anjos "Arizão" é fazendeiro e suposto chefe da quadrilha; O sargento da PM Maurício Inácio dos Anjos, filho de "Arizão" é sub-comandante do grupamento da PM de Seringueiras; Gabriel Alves de Lima, neto de "Arizão" e sobrinho do sargento Maurício; e Adilson Gomes de Paula.



O sargento - PM Mauricio foi preso por agentes federais dentro do quartel em Seringueiras quando tirava serviço normalmente e não esboçou qualquer tipo de reação preferindo ficar calado. O patrimônio do sargento Mauricio, segundo se apurou na época é incompatível com o soldo de militar já que o sargento é proprietário de terras, gados, imóveis e veículos.



COMISSÃO

A Comissão deu parecer favorável à exclusão dos acusados porque as provas levantadas foram robustas. Os acusados serão expulsos antes mesmo da sentença definitiva, até porque “o processo administrativo não está na dependência da conclusão de processo criminal a que submetido ao servidor, por crime contra a administração pública”.



Segundo a Denúncia do Ministério Público, a droga era lançada de avião na fazenda de Arizão, que também era responsável pela administração da operação de entrada do entorpecente no País. Outro acusado de nome José de Souza, o “Zezé”, que na época estava foragido, prestava auxílio operacional direto ao chefe da organização criminosa e mantinha contato permanente com o acusado.



As investigações revelam que Maurício viajou para a Bolívia exatamente no período em que Ari, seu pai, estava na Bolívia comprando a droga. O soldado Erlos usou do benefício da delação premiada e disse em juízo que o acusado o sargento atuava na operação de transporte da droga dentro do território nacional e no aliciamento de pessoas na atividade criminosa, e que o mesmo “tem envolvimento com pessoas que se dedicam ao tráfico de drogas”.



O soldado disse ainda que seu primeiro contato com a quadrilha, já tendo conhecimento dos fatos criminosos praticados por eles, foi com o sargento Mauricio no ano de 2008, quando o sargento Maurício foi até sua casa, em Ji-Paraná e solicitou sua ajuda em Seringueiras.



Mauricio, segundo o soldado, lhe apresentou pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, e que chegou a participar de alguns transportes de droga com os envolvidos. A quantidade de droga apreendida não foi de 70 quilos, mas 100 quilos, conforme o soldado Erlos confirmou em Juízo.


Os dois foram presos durante a operação Hevea (nome científico da Seringueira), dia 22 de março de 2009

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